domingo, 30 de setembro de 2007

30 de Setembro de 2007 - 19:48

Não adianta só ser azarado, tem que atrair coisas ruins.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

26 de setembro de 2007 – 03:11

Eu preciso viver mais. Eu preciso sair do meu casulo pessoal e encontrar uma garota legal que me faça me sentir um homem de verdade. Eu pensei nisso tudo enquanto fumava um cigarro na janela e olhava a madrugada escura ouvindo Arthur Franquini. Eu preciso de um psiquiatra. Eu preciso mudar de cidade. Eu preciso de uma nova vida. Eu preciso de algo que me faça me sentir feliz. Eu preciso de algo que me faça me sentir vivo. Eu preciso de alguém que me dê razões para acreditar que a vida ainda tem jeito. Eu preciso de algo ou alguém para me fazer sentir um cara realmente feliz. Eu preciso de libido. Eu preciso dos meus 15 anos de volta. Eu preciso das minhas alegrias simples de volta. Eu preciso de alguma coisa que não sei qual é. Eu preciso de mais momentos fumando em frente à janela. Eu preciso de mais momentos bebendo na rua. Eu preciso sair de casa. Eu preciso desocupar minha cabeça. Eu preciso ocupar minha cabeça. Eu preciso sentir a vida. Eu preciso das palavras na minha cabeça. Eu preciso dos textos que eu invento na mente sobre qualquer coisa e quando chego em frente ao computador não sei mais como escrevê-los. Eu preciso de uma paixão arrebatadora. Eu preciso dos meus discos. Eu preciso dos meus livros. Eu preciso do meu passado. Eu preciso do meu futuro. Eu preciso de você. Eu preciso de mim. Eu preciso viver a vida de verdade. Eu preciso viver mais.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

20 de setembro de 2007 – 01:25

Tinha brigado feio com a minha mãe no dia anterior. Por causa disso ela não ia me levar até o cursinho, então meu irmão me emprestou 4 reais para ir e voltar de ônibus. Sai de casa com a mochila e no caminho pensei se devia ir ou não a aula. Era um dia só de aulas de exatas e biológicas, uma merda de aula, o pior dos dias da semana. Eu tinha mais 3 reais na carteira e podia fazer outra coisa. Decidi fazer outra coisa. O que eu ainda não sabia. Talvez ir até a lan house e ficar no computador esperando a hora passar. Andei até lá. Do lado da lan house ficava uma pastelaria. Fiquei parado em frente a entrada por um tempo. Pensando no que devia fazer. Entrei e sentei em uma mesa. Pedi uma cerveja e acendi um cigarro. Fiquei assistindo ao desenho do pica pau na televisão. Cansei de assistir e peguei meu livro na bolsa. O uivo e outros poemas de Allen Ginsberg. Li um dos poemas e fiquei por ali.Fumei mais um cigarro e continuei lendo. A cerveja acabou. Pedi outra e continuei lendo o livro. Tinha tempo pra gastar. Era um poema que ele falava sobre as loucuras da vida de sua mãe que fora internada em sanatórios e seguia até a morte. Pensei em minha mãe e na nossa briga. Ela também tinha passado por uns momentos de loucura, me lembro bem de toda aquela época. Agora já havia passado, mas ás vezes algumas brigas ocorriam por desentendimentos e mudanças de temperamento de ambos. Terminei a cerveja e fumei mais um cigarro. Olhei no relógio. Ainda tinha um bom tempo. Fui até a lan house e matei uma hora. Meu dinheiro acabara. Voltei pra casa e assisti o jogo do meu time enquanto jantava. Ele perdeu e o jantar acabou. Repeti mais uma vez. Subi pro meu quarto e fiquei ouvindo música. Acendi mais um cigarro e acabei derrubando-o pela janela. Tive que descer e sair até o jardim de casa para pegá-lo pois minha mãe poderia vê-lo de manhã. Ontem de madrugada eu tinha feito a mesma coisa com uma bituca que por sorte caiu em alguma parte do jardim que não consegui achar procurando e que ela provavelmente não vai achar pois não tem o costume de mexer no jardim, mas hoje era um cigarro quase inteiro e aceso e tive que descer pegar. Peguei e voltei para o quarto. Terminei de fumá-lo e escrevi isto.

Queria escrever outras coisas. Enquanto lia o livro na pastelaria pensei em vários textos e coisas legais pra escrever. Já estava tudo na minha cabeça. Estava com preguiça de tirar o caderno que escrever a mão. Que azar, posso ter perdido um grande texto. Agora já era. Só saiu essa merda. Que merda de bloqueio.

domingo, 16 de setembro de 2007

16 de Setembro de 2007 – 14:12

Meu ideal de sucesso é o de ter sempre bebida na geladeira.

16 de Setembro de 2007 – 13:58

Estou alguns quilos acima do peso. Não que eu me importe muito com isso, já não tenho sorte com as garotas a muito tempo. O motivo eu realmente não sei. Ás vezes eu sou um cara muito chato que não se toca disso ou eu simplesmente nasci pra ficar sozinho. Mas eu não me importo muito, não se eu tiver bebida. O mundo pode estar acabando lá fora, mas se eu estiver bebendo eu quero mais é que tudo se foda.

Essa semana fiz minha inscrição para o vestibular. Vou tentar História na UEL e Jornalismo na Cásper Líbero e em algumas outras. Não tenho interesse por estudar, tampouco por ter um diploma de ensino superior. Não vejo nenhum atrativo nisso e não vou admirar ninguém que tenha isso. Estudo pra mim não diz nada. Podem me chamar do que quiserem mas pra mim não tem grande diferença. Pro mercado de trabalho sim, mas eu também não tenho grandes pretensões financeiras. Se eu tiver um canto pra ficar e algumas cerveja na geladeira não preciso de mais nada. Nada mesmo.

Tem uma coisa muito chata acontecendo. E o grande problema é que não tem nada acontecendo. Nada mesmo.
É uma merda. Só ócio, ócio e mais ócio e todos os meus dias aqui dentro de casa. Esses dias fiquei olhando pela grade da janela e me senti num presídio. Aí eu fico esperando os finais de semana onde eu tenho uma “condicional” e gasto toda minha grana em bebida por aí. Eu não tenho muito com o que gastar grana. Até queria comprar uns livros, discos e outras coisas, mas a grana que eu ganho não da pra muita coisa e pra comprar alguma coisa dessas eu teria que ficar sem beber, e isso é algo impossível atualmente. Lembro que quando eu tentei fazer um regime eu fiquei uns 13 dias sem beber e foi muito difícil. Não acho que eu precise beber todos os dias, se bem que isso seria ótimo também, mas pelo menos todo final de semana eu preciso. Ah se preciso.

Eu estava lá navegando pelo orkut e achei aquela garota. Eu fui apaixonado por ela um tempão sabe, e quando eu vou conferir as fotos e vejo novas me da um aperto terrível no coração de saber que ela esta cada vez mais linda. Ela não é pro meu bico, nunca foi. Mas eu tento deixar pra lá. Tenho alguma esperança de que as coisas vão mudar daqui a um tempo. Parece que elas mudam para todo mundo e não mudam pra mim. Eu estou lá vendo todo mundo evoluir e todo mundo correndo atrás e realizando seus sonhos e eu fico aqui sem fazer nada todos os dias e bebendo além da conta nos finais de semana.

Eu estava percebendo como esses meus textos são repetitivos e chatos. Eu estou sempre reclamando das mesmas coisas e lamentando e sonhando que um dia as coisas vão simplesmente melhorar. Isso é sinal de uma coisa, fracasso. Eu sou um cagão, eu acho. Tenho medo de encarar a vida de frente e tenho medo de tentar ser feliz. Eu estou acomodado com o fracasso, o meu pai já me falou isso uma vez, ele disse que eu era um derrotista. Eu faço as coisas já pensando que vão dar errado e mesmo que alguma esperança brilhe no meu espírito quando elas acabam dando errado eu só confirmo o meu ideal de fracasso.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

13 de Setembro de 2007 - 03:08

No meu enterro eu quero que toquem Time is on my side na versão dos Stones quando meu caixão estiver sendo abaixado para a sepultura. Isso é meio irônico não é?

13 de Setembro de 2007 – 02:51

Eu não tenho mais nada a dizer. Eu cansei do ócio, cansei da minha casa, da minha cidade e das mesmas pessoas de sempre. Acho que cansei de viver. Eu ainda tinha um fio de esperança e ficava dizendo a mim mesmo que as coisas iam melhorar porque eu só tenho 17 anos e ainda tenho uma vida inteira pela frente mas parece que já esta tudo predestinado ao fracasso antes mesmo de acontecer e eu estou cansado de tudo isso e queria achar uma solução simples e tranqüila de acabar com tudo isso e sei lá. Não sei qual foi a última vez que eu dei um sorriso sincero, não consigo me lembrar da última vez que me senti realmente feliz. Não lembro da última vez que realmente me importei com alguém e nem da última vez que senti alguma graça na vida. Parece que tudo é sempre a mesma coisa e é tudo sem graça e eu podia dar um fim nisso.
E todos esses problemas chatos, eu não sei, numa boa, não sei porque isso tudo acontece comigo. Eu podia ter sido alguém legal, sei la, podia ter feito umas coisas legais e ter sido uma pessoa melhor. Mas também não acho que fui uma má pessoa, acho que eu sempre tentei fazer o bem na medida do possível. É que o grande problema é que eu sou fraco e covarde. Acho que eu não tenho utilidade nem dom pra muita coisa. Até agora não me lembro de nada que eu possa fazer bem. Até tentei escrever e acho que era o grande sonho da minha vida, mas não deu certo. Eu sou uma pessoa que as coisas simplesmente não dão certo. Mas bom, eu estou aqui reclamando de barriga cheia porque como todo mundo diz tem um monte de gente que passa por situações bem piores de não ter casa nem comida nem nada disso que eu tenho e que estaria muito feliz aqui, mas como eu já disse eu sou um fraco e covarde e eu não mereço essa vida que eu levo. Eu não mereço ter os pais que eu tenho e não mereço ter os poucos porem ótimos amigos que eu tenho. Eu podia simplesmente deixar de existir. Podia nunca ter existido, acho que isso seria melhor. O mundo seria um pouquinho melhor, a vida dos meus pais seria melhor e pra mim também seria melhor. Teria sido um ótimo negócio se no dia em que meu pai e minha mãe me fizeram eles tivessem usado camisinha ou simplesmente não transado, ou talvez quem sabe um dos outros milhões de espermatozóides ter chegado no útero antes de mim. Teria sido melhor para todos.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

04 de setembro de 2007 - 14:47

Faz calor em Londrina. Bastante calor. Estou em meu quarto apenas de roupas de baixo com o ventilador ligado e apontado para mim enquanto estou afundado em meus pensamentos sobre minha vidinha. Penso um pouco sobre algumas confusões, ainda estou um pouco confuso. Estava lendo um pouco de Os Subterrâneos de Jack Kerouac. Agora estou ouvindo suas gravações recitando poemas em cima de músicas de jazz incrivelmente legais. É como se ele estivesse falando comigo nesse exato momento.
Estou com uma idéia para um livro. Preciso começar a escrever. Agora é um tempo livre. Não tenho nada a fazer até as 6 da tarde. Acho que posso escrever algumas boas páginas. Só precisava de algumas cervejas ou de uma garrafa de vinho ou uísque e deixar a coisa correr. Vou tentar fazer isso sem beber nada, pois não tem nada por aqui e não tenho muito dinheiro sobrando. Espero que dê certo.