Acordei cedo porque um eletricista ia vir em casa para puxar e ligar o fio de telefone no meu quarto pra poder colocar o computador lá. Minha mãe disse que ele chegaria as oito horas da manhã então coloquei o celular para despertar e acordei. Liguei pra ela e ela disse que logo ele chegaria. Fiquei esperando na cama e dormi de novo. Um sono rápido e preocupado por ter perdido a hora. Olhei no relógio do novo celular que ganhei esses dias e ainda eram oito e meia. Liguei pra minha mãe e ela disse pra continuar esperando. Dormi e acordei com o telefone tocando. Era minha mãe dizendo que o tal eletricista ia vir mais tarde, umas dez horas. Dormi mais meia hora e levantei. Fiquei a toa no computador e pouco depois ele e seu ajudante chegaram. Fui atender a porta com a roupa que tinha dormido. Uma camiseta velha da feira das nações do colégio canadá que havia estudado em 2005 e uma bermuda jeans que coloquei na hora mesmo.
Era um homem rude e meio gordo, de cabelos pretos e aspecto relaxado, porem bem vestido para um eletricista. Usava uma camisa que não me recordo a cor agora, calças jeans e sapatos pretos bastante gastos. Seu ajudante era careca do cabelo ralo, usava uma camisa com a logomarca da cerveja schincariol atrás, umas calças verdes sujas e espalhafatosas e botas.
Ficaram fazendo o serviço. Minha mãe chegou em casa para fazer umas recomendações e pedir outros consertos, porque o cara alem de eletricista era tambem um faz tudo em eletricos e hidraulicos, tinha consertado o chuveiro de casa dias antes mas não mechia com movéis, conforme disse quando minha mãe perguntou se poderia parafusar as camas bambas que atrapalham meu sono toda noite. Os dois principais motivos de agravarem minha insônia são a cama bamba e desparafusada que a cada movimento ou virada que faço balança e range e o colchão de espuma dura.
Fizeram o serviço e foram embora pelas dez e tantas, quase onze. Arrastei a mesa do computador com tudo em cima até meu quarto, liguei os fios e funcionou normalmente.
Assei uma lasanha semi-pronta no fogão. O microondas quebrou a alguns meses e até agora não arrumaram nem compraram outro, então estou me virando no fogão convencional. Almocei e voltei para o computador. Meu irmão chegou e liguei para a empresa que entrega água.
Disseram que ia demorar um tanto. Tudo bem. Demorou um tanto mesmo. Pedi as duas e chegou perto das quatro. O homem que entrega sempre chegou. Não é de muitas palavras. Abro o portão, ele entra com a água e vai fazendo a passos meio inseguros o caminho da cozinha até o filtro que já conhece com o galão de 20 litros de água nas costas e pergunta enquanto anda se quer que coloque. A mesma resposta positiva de sempre. Então abre o galão, higieniza a beirada dele com um spray que carrega na pochete e parece ser alcool ou algo do tipo. Passa umas folhas de papel em volta e coloca no filtro driblando a dificuldade com a experiencia que já deve ter.
Paguei. Tirou o troco da pochete e me deu. Agradeceu e agradeci de volta após dar o troco. Caminha até o portão, abre e vai embora sem uma palavra. Eu vou atrás e tranco tambem quieto. Não tem nunca o que falar. É assim uma vez a cada três semanas mais ou menos, com a diferença de poucos detalhes como o troco e o horário.
Fiz mini-pizzas ao anoitecer. Comi assistindo malhação. Minha mãe chegou. Li Bukowski, "o capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio". O último livro do velho publicado. Minha mãe chegou. Continuei no computador. 21:20 e tinha que ir ao colégio para fazer uma só aula. Fiz e meu pai me ligou. Fui com ele até a casa de um amigo que estava fazendo aniversário. Comi um pedaço de bolo e ficamos pouco mais de meia hora. Voltamos e estou aqui. Vou ficar até dar sono. Amanhã não tenho nada progamado pra fazer. É isso.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário